Brechós: Por quê dar uma chance?

De alguns anos pra cá, comprar em brechó virou algo mais do que sustentável, virou algo cool, ~tendência~. Quando eu era adolescente, minha mãe (e muitas outras pessoas!) diziam que comprar em brechó era comprar roupa de defunto, mas ainda bem que os tempos mudam. Comprar em brechó é algo muito mais do que ser cool, é possivelmente apoiar um pequeno negócio, repensar o nosso consumo em massa e principalmente um grande passo em direção a uma economia verdadeiramente circular.

Mas… comprar em brechó pode ser um desafio enorme. Existem dois tipos de brechó: com curadoria ou sem curadoria. Os brechós sem curadoria, muitas vezes são lugares bem grandes que vendem todo quanto é tipo de roupa, de todos os estilos e épocas possíveis. Um brechó com curadoria é um pouco menor e normalmente é mais caro porque tem alguém procurando roupas dentro de um certo estilo para você, nos brechós e bazares por aí, sem curadoria. E acredite, é um trabalho de horas! Horas e horas procurando algo bacana e de boa qualidade, para que possa ser usado novamente.

Se você prefere buscar algo mais em conta e tem tempo para garimpar, se jogue nos brechós sem curadoria. Em cada cidade, temos bazares e brechós diferentes, então comente aqui no post de onde você é e quais são seus brechós e bazares favoritos para garimpar. Aqui em São Paulo, eu gosto do Bazar Unibes, que tem algumas unidades pela capital.

garimpar = achar aquela peça especial.

Entretanto, para pessoas gordas garimpar pode ser um grande sufoco. Hoje em dia é bem mais fácil encontrar roupas novas em tamanhos maiores, mas antigamente a oferta era muito menor. Consequentemente, encontramos menos peças grandes em brechós, com ou sem curadoria. Mas não é impossível, e vou indicar alguns ainda nesse post.

Agora, o que a blusinha que comprei no brechó tem a ver com economia circular? A economia circular, nada mais é que uma cadeia produtiva em que tudo o que se produz é reutilizado de alguma maneira, então a vida do produto nunca chega a um fim, pelo menos não antes de estar realmente pronta para ser compostada/reciclada. Em um mundo ideal a economia circular funciona mais ou menos dessa forma:

O fornecedor produz a matéria prima usando fibras e materiais naturais (isso inclui tecidos, aviamentos, linhas e etc.) > A marca produz uma peça de roupa com essa matéria prima > você compra essa roupa e usa até não querer mais > você desapega dessa roupa em um brechó > alguém compra essa roupa e usa / customiza > a roupa passa para outras pessoas > finalmente, quando a roupa fica muito velha e danificada, ela pode ser reciclada ou compostada.

Dessa forma, a cadeia completa um ciclo. É muito importante também, que desde o início até o final, a cadeia seja sustentável e socialmente responsável.

Então, quando você compra uma peça de brechó, você dá uma segunda chance para aquela peça, que talvez seria descartada em algum aterro sanitário, ou até incinerada. Isso quer dizer que você tem que doar todas as suas que você não comprou em brechó? Claro que não! Lavar, cuidar e preservar as suas roupas já adquiridas, também contribui para o sistema circular. O objetivo final é que as nossas roupas durem mais e que sua produção seja mais sustentável.

Mas cuidado com as armadilhas do consumo exagerado, mesmo nos brechós isso pode acontecer. Digo por experiência própria, que comprava exageradamente em fast-fashions e não tinha peso na consciência, porque eu sabia que poderia desapegar em algum brechó. Ou pior ainda, comprar várias roupas em um brechó só porque estavam baratas. Não caiam nessa! Consumir conscientemente é consumir menos!

Como prometido, vou fazer indicações dos meus brechós favoritos, dê uma olhada neles no instagram!

Divididos por categoria:

Alfaiataria: @boutiquesaopaulo, @m.etropolis

Vintage: @vintage.real, @froufrouvintage, @b.luxo, @bem_phyna, @telurica.vintage, @minhavotinha

Vintage moderninho: @brechonitha, @brechominante, @brexixe, @garimpodiario, @brechodapoppi, @obem.amado, @brechoretroagir, @brochodogrilo, @andinobrezar*, @alexandrebellchior*

Contemporâneo: @ineedbrecho, @oldnew_vintage, @centoequinze, @kitsunebrecho*,

Customizações e criações próprias: @sonho_brecho, @donagaveta, @guapaworld, @laperguntabrecho, @brockivintage

Plus Size: @lamandibrechoplussize, @choquesize, @fofurapimenta, @brechoxl

*também vende roupa masculina

Quais são os seus brechós favoritos?

2 comentários sobre “Brechós: Por quê dar uma chance?

  1. Amo garimpar em brechó, antes tinha muito preconceito, pelo mesmo motivo que você rsrs ainda bem que mw libertei.
    Aqui em Sto André tem vários, só não lembro os nomes.

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